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Talvez Outro Dia

Talvez Outro Dia

Qui | 04.07.19

o que nos faz chorar

RitaMonteiro

image1 (18).jpegO truque é dizer que foi da maquilhagem barata, ela arde não olhos, e nunca admitir que choraste uma noite inteira. O truque é dizer que te zangaste com uma amiga, nunca confessar que te zangaste foi contigo própria, que é o que realmente dói. O truque é dizeres que estás bem, ainda que a última coisa que queiras é viver aqui, ali, com eles, com aqueles, com esta gente e com esta sociedade. O truque é dizeres que bebeste demais, quando sabes que estavas em plena noção do que estavas a dizer e a fazer. 
O truque é olhares para esta paisagem numa volta a casa e perceberes que há sempre um dia seguinte, ele pode ser ainda pior que este, mas também pode ser melhor. É a possibilidade de ser melhor que te faz sempre continuar a melhorar, a entender melhor, a ouvir melhor, acima de tudo a compreender melhor. Não estou em posição de julgar ninguém. Não olho, não vejo, não oiço, não sei. Eu não sou ninguém, eu não estou aqui. 
Ai pah, a merda da maquilhagem!
Eu só quero voltar a casa com a certeza que não julgo ninguém (essa é fácil) mas com a certeza que não me julgo a mim mesma, pelo que faço e pelo que não faço. A porra disto tudo é que já sei que quando tomo decisões eu não volto atrás, arda a maquilhagem o que arder. 
Mas no fundo eu só quero voltar para casa e reconhecer-me, todos os dias, neste corpo, nestas atitudes e nestas andanças. Eu só quero voltar para casa, a sério, e saber que estou à vontade comigo para que a maquilhagem me arda sem me censurar por isso. Sozinha, porque todos merecemos estar bem connosco acima de tudo. Todos merecemos uma noite com a maquilhagem barata nos olhos.
Mas afinal, eu posso ser livre de chorar ou é pecado?
A sério , esta maquilhagem é terrível, tenho de me desfazer dela antes que me traga mais estragos. É isso, afinal, maquilhagem ruim só se usa uma vez, só arde uma vez e só se chora uma vez, por isso hoje deito-a fora, sim, como uma bolinha de papel.

RitaMonteiro

Qua | 03.07.19

Risoto de Camarão

RitaMonteiro

risotto.jpeg

INGREDIENTES (para 2 a 3 pessoas)
- 300/400gr Arroz tipo Risoto

- Azeite
- 2 dentes de Alho
- 1 Cebola grande
- 2 colheres de sopa de Polpa de tomate
- 1 Caldo de marisco
- Água
- 400/500gr Gambas/Camarões
- Pimenta
- Sal
- 1 copo de Vinho Branco
- 1 colher de sopa de Manteiga
- 200gr Queijo Mozzarela

PREPARAÇÃO:

1. Numa frigideira leve ao lume um fio de azeite e 1 dente de alho. Quando estiver bem quente junte os camarões, o sal e um pouco de pimenta e deixe fritar bem. Reserve.
2. Num tacho leve ao lume o azeite necessário para o refogado, cebola bem picadinha, o restante alho e deixe refogar, sempre mexendo, em lume médio baixo.
3. Junte a polpa de tomate e mexa bem.
4. Adicione o arroz e mexer tudo. Adicione um pouco de sal.
5. Adicione um copo de vinho branco. Mexa.
6. Vá adicionando aos poucos o caldo de marisco já dissolvido em água quente/escaldada como manda na embalagem do próprio produto. Adicione concha a concha e vá mexendo o arroz até a água evaporar, pois o arroz tem de soltar o seu amido. Repita o processo até acabar o caldo de marisco.
7. Se acabar o caldo de marisco e ainda assim o arroz não estiver cozinhado, adicionar água pouco a pouco até evaporar e até o arroz estar totalmente cozinhado.
8. Adicionar os camarões reservados anteriormente.
9. Quando o arroz estiver cozido adicione uma colher de manteiga e mexa bem.
10. Retire do lume e adicione a Mozzarela, mexa bem para ficar cremoso.

Servir de seguida com pimenta e Mozzarela por cima.
Acompanha com vinho branco ou frisante.
Nós cá por casa acompanhámos com um belo vinho, dos meus preferidos para o dia a dia, devo dizer:
FIUZA 3 CASTAS BRANCO
um vinho regional Tejo
Castas: Chardonnay, Arinto e Vital
de aroma frutado e floral
custo aprox: 3.62€
com uma excelente relação qualidade/preço. 

RitaMonteiro

Qua | 03.07.19

Definição de amor

RitaMonteiro

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Sextas feiras de copos... tive e tenho tantas. Mas nenhuma se compara a isto.

-Madrinha, gosto de ti daqui até à lua. Dás-me a mão para eu adormecer? 

Estou a falar-vos de amor. Mas amor à séria, daquele tão puro e tão simples que não te obriga a lutar, e Deus queira que a única luta que este amor me faça travar seja só e apenas a de te querer proteger sempre, e a de te querer sempre perto de mim; daquele amor que simplesmente existe e que é mútuo; daquele amor que nos traz tudo de bom e que é tão básico mas tão profundo ao mesmo tempo; é tão simples, mas é tão tudo.

E é isto que nos enche o coração, são os gestos, os mimos, a proteção, o estar junto. É isto que enche o Meu coração. É este amor que torna todas as sextas de copos patéticas. Que torna patéticas as sextas em que a minha mão está entrelaçada num copo de imperial e não numa outra mão. O álcool não nos enche o coração, o álcool enche-nos a cabeça de ideias, enche-nos o ego. 

Hoje todas as sextas de copos me parecem patéticas... toda aquela exibição e dependência me parecem patéticas. Que a minha dependência seja sempre o amor, mas o amor à séria! Que a minha dependência seja sempre uma sexta de mãos entrelaçadas com a realidade e não com as aparências. Que a minha dependência sejam as pessoas à minha volta que estão comigo sempre, que me amam sempre, todos os dias, a todas as horas e até numa sexta à noite. 

Que a minha dependência seja amar as pessoas que não precisam de se refugiar na noite; e que eu própria não me refugie na noite. 

Tenho o meu coração de tal modo que, hoje, tudo o resto me parece tão patético. Hoje é tudo tão óbvio: vocês parecem-me todos tão patéticos. 

Brindemos a vós, então, e a mim também pelas sextas em que não encontro o amor ou me esqueço de olhar para ele e saio a ser pateta por aí.

 

RitaMonteiro

Qua | 03.07.19

"No estoy muerta"

RitaMonteiro

desconhecido.jpg

"No estoy muerta!
solo estoy descansando
Nos vemos en otoño"

"não estou morta!
só estou a descansar.
Vemo-nos no Outono"

Foi na minha viagem o verão passado (Agosto 2018) que, em visita ao Jardim Botânico Viera y Clavijo, na ilha Gran Canária em Espanha, fotografei esta planta. Logo me chamou à atençao e depressa publiquei um post no meu Instagram (https://www.instagram.com/ritamonteiro94/) com a frase "tudo muda. até o que parece morto pode renascer e rebentar em coisas lindas."

Eu tenho esse pequeno "defeito" de olhar para as coisas e ficar a pensar e divagar sobre elas. Esta planta chamou-me logo a atenção por ser tão parecida com o ser humano. Nós também temos dias ou semanas ou meses em que estamos feitos em cacos, em que realmente só nos apetece tirar uma folga como esta planta e voltar no Outono. A maior parte das vezes não podemos simplesmente tirar uma folga da vida e deixar tudo para trás, mas nestas alturas temos tendência a "deixar andar". Nós não podemos esperar que a vida seja sempre um mar de rosas, que graça teria se assim fosse? Será que daríamos valor aos dias bons se todos eles fossem bons? É preciso ir abaixo às vezes, é preciso despreocupar e deixar andar, é preciso sair de casa com o cabelo por arranjar e a maquilhagem por retocar, o que não podemos nunca é deixarmo-nos levar pelos pensamentos negativos das alturas más. Uma das coisas que mais gosto de pensar quando estou mal é que tudo passa. Os dias maus passam, eles têm um fim, há sempre algo bom para vir depois.

Temos de ser capazes de entender que não vamos morrer à fome porque nos despedimos daquele emprego, não vamos morrer por terminar aquela relação amorosa, os nossos pais não deixam de ser nossos pais porque discutimos com eles, não vamos deixar de ter amigos por perder uma amizade, simplesmente vamos tirar o nosso tempo, fazer o nosso luto, descansar, para voltarmos cheios de força e energia, mais bonitos e corajosos que nunca.

As fases más são tão ou mais necessárias para crescermos e para aprendermos. O truque é acreditar que TUDO tem uma razão de ser, por muito que não consigamos encontrá-la na nossa altura de "estoy descansando", mais tarde quando nos virmos no Outono vamos acabar por perceber e por dar valor a tudo o que se passou.

Todos precisamos de descansar. Nunca tenham medo de tirar o vosso tempo, isso nunca significará que estamos mortos.

 

RitaMonteiro

Ter | 02.07.19

Bem-vindos (ao manicómio) !

RitaMonteiro

Bem-vindos ao manicómio mais saúdavel da internet. Sim, porque escrever continua a ser a forma mais saudável que esta pessoa tem de se exprimir. 

Chamo-me Rita, tenho 24 anos e sou licenciada em Direito pela Universidade Lusófona (esteriótipos na vossa cabeça e risos). Estou inscrita na Ordem dos Advogados Portugueses desde 2018, o que faz de mim uma Advogada Estagiária de 2ª fase (a maior parte dos dias é motivo de orgulho, nos restantes também não).

Então... sobre mim... eu praticamente não compro roupa, só em casos realmente necessários e porque não posso entrar em tribunal vestida como vim ao mundo, mas basicamente não sou uma louca por compras, até porque gasto todo o meu dinheiro em viajar sempre que posso, e... ah! e em ser uma estagiária não remunerada :)

Trabalho desde os 18 anos, todos os verões, para fazer as viagens que quero durante o ano sem ter de pedir nada a ninguém. Sim, quando me começarem a conhecer vão perceber que eu detesto pedir o que quer que seja a alguém ou ficar a dever favores. Sabem aquelas pessoas que vão a um casamento e pedem um vestido emprestado a uma amiga? Nunca serei eu na vida, detesto pedir o que quer que seja, detesto a ideia e ficar em favores a alguém, porque não me revejo na ideia de depender de outra pessoa seja para o que for. 

Então, quando estudava no secundário, tinha 15/16 anos, tive um blog aqui no Blogs sapo ( https://estaraparigaestalouca.blogs.sapo.pt/ ), foi a minha primeira experiência com um blog e claro que contava lá todos os meus amores e desamores da adolescência, todas as "sofrências", todas as dores de amor e de amizade, todos os dramas típicos de um adolescente em ascensão (risos). Claro está, com o tempo aquele blog deixou de fazer sentido, tanto porque cresci e mudei (como é normal, agora já estou noutra fase da minha vida, tenho a minha carreira, tenho a minha casa e uma vida de um adulto comum, mas muito mais interessante, como é óbvio), como por já não me rever em parte das coisas que lá escrevi, o que não retira o mérito merecido na altura, e claro que acho piada ao blog até por perceber como é que as situações da infância/adolescência nos moldam e fazem de nós as pessoas que somos hoje. É muito importante para mim ir rever os textos que escrevi há 10 anos atrás, até para perceber muitas das minhas atitudes (maioritariamente protetivas de mim mesma) que tenho hoje em dia. Na verdade todos nós somos assim: a experiência de tudo o que vivemos e dos caminhos que escolhemos seguir. 

Neste blog pretendo dar a conhecer um pouco as minhas vivências, a minha forma de ver a vida, também partilhar as experiências das viagens que faço e das pessoas que cruzam o meu caminho. Nem todos os textos serão o espelho do que estou a viver, ás vezes só me apetece escrever sobre determinado assunto e não é necessário que seja realmente algo que eu esteja a viver na primeira pessoa, posso até escrever sobre coisas que nunca vivi, mas simplesmente me apetece escrever. Não tentem perceber o que é real ou não nos meus textos, não pensem que por escrever um texto triste e deprimente é porque me sinto assim. A escrita é a forma mais libertadora que temos para nos soltarmos de sentimentos que não queremos sentir, ou simplesmente de mostrar ao mundo o ridículo de uma situação que presenciámos, ainda que não seja na primeira pessoa. 

E é isso que faço: escrevo para me libertar, e tento que quem lê o que eu escrevo se liberte também. Acima de tudo para andarmos aqui nesta vida felizes, porque tudo passa. Os dias maus passam, os dias em que nos sentimos brilhantes também. Mas todos, sem exceção, são necessários para que esta porra toda valha a pena! 

 

Então sejam bem-vindos ao manicómio,

sejam bem vindos à minha cura e à vossa cura também. 

RitaMonteiro

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